Com o surgimento e acesso continuo de tecnologia, houve a promoção da integralização das informações através da mídia no mundo globalizado de hoje. Este fato fez com que a comida industrializada se disseminasse pelo mundo modificando gradativamente através das gerações os hábitos alimentares e o modo de vida das pessoas, diminuindo a atividade física e o consumo de alimentos saudáveis de grande qualidade e valor nutritivo como hortaliças e frutas e aumentando o consumo de produtos ricos em açucares simples, promovendo assim o sedentarismo e o aumento do índice das pessoas que desenvolveram a obesidade na infância e na adolescência, tendo a possibilidade de se tornar um processo continuo até a fase adulta caso não haja uma intervenção de uma reeducação alimentar (VITOLO, 2015).

Os hábitos alimentares que possivelmente trarão consequências à saúde propiciando o desenvolvimento de doenças crônicas tais como diabetes e dislipidemia, hipertensão, e problemas respiratórios, aliadas a falta de exercícios físicos, predisposição genética e a falta de sono onde as interações hormonais são intensificadas durante o desenvolvido de crescimento da infância à adolescência (ENES & SLATER, 2010).

Obesidade pode ter sua relação com os diferentes grupos do fator socioeconômico em países desenvolvidos e em desenvolvimento, que pode ser analisada através dos indicadores antropométricos onde se relacionam à avaliação nutricional na infância, por meio da aferição de peso e da estatura, obtendo-se o cálculo do IMC (OLIVEIRA et al., 2010),  sendo este um importante instrumento para se compreender está epidemiologia em diferentes classes socioeconômicas e em diferentes regiões do Brasil e como estes dados se inter-relacionam e se potencializam mutuamente, indicando que possa haver um conjunto de fatores que determinam e auxiliam na identificação da etiologia da obesidade ou excesso de peso tais como: fatores biológicos, comportamentais e ambientais (ENES & SLATER, 2010).

Os hábitos alimentares, seus contrastes culturais e sua integração através da globalização em países desenvolvidos e subdesenvolvidos, evidenciarão seus efeitos no desenvolvimento da infância à Adolescência e seus agentes ou fatores endógenos que podem vir à causar sobrepeso e a obesidade nestas etapas e também medidas preventivas que tem seu inicio no aleitamento materno (FERREIRA et al., 2010).

Outro agente a ser analisado e que está associada diretamente a obesidade no período infantil podendo chegar até a fase da adolescência é a falta de exercícios físicos e uma alimentação de baixo valor nutricional, onde neste caso se faz necessária uma ação multidisciplinar para o processo de reeducação alimentar (NEVES et al., 2010).

Através da verificação dos diferentes níveis sócios econômicos é possível estabelecer uma correlação entre os hábitos alimentares das mesmas, mostrando que apesar da melhoria de renda nem sempre está acompanhada ao consumo de alimentos de boa qualidade nutricional e revelando assim de maneira contraditória, um aumento no consumo de alimentos refinados de elevada densidade energética e de menor custo e elevando desta forma os indicadores de obesidade nos países desenvolvidos (OLIVEIRA et al., 2010).

O papel do nutricionista consiste em ser um agente orientador nas boas praticas para uma vida saudável promovendo assim reeducação alimentar através da conscientização de uma alimentação de qualidade nutricional, difundindo assim o conhecimento sobre os alimentos e suas propriedades, bem como, a interação com organismo e associação de risco a saúde.

Clique aqui para conhecer 12 receitas praticas do dia a dia que irão lhe ajudar.

 

Fonte:

  • VITOLO, M. R. Nutrição da gestação ao envelhecimento. 2. ed. Revisada e ampliada Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2015. p. 301-02.
  • ENES, C. C.; SLATER, B. Obesidade na adolescência e seus principais fatores determinantes. Revista Bras Epidemiol, v. 13, n. 1, p. 163-71, fev. 2010.
  • OLIVEIRA, E. R. N,; OLIVEIRA, A. A. B,; NAKASHIMA, A. T. A.; ROSANELI, C. F.; FILHO, A. O.; RECHENCHOSKY, L.; MORAES, A. C. F. Sobrepeso e obesidade em crianças de diferentes níveis econômicos. Revista Bras. Cineantropom Desempenho Hum, v. 12, n. 2, p. 83- 89, jan. 2010.
  • FERREIRA, H. S.; VIEIRA, E. D. F.; JUNIOR, C. R. C.; QUEIROZ, M. D. R. Aleitamento materno por trinta ou mais dias é fator de proteção contra sobrepeso em pré-escolares da região semiárida de Alagoas. Rev. Assoc. Bras. v. 56, n. 1, p. 74-80, jan. 2010.
  • NEVES, P. M. J.; TORCATO, A. C.; URQUIETA, A. S.; KLEINER, A. F. R. Importância do tratamento e prevenção da obesidade infantil. Arq. Ciênc. Saúde. v. 17, n. 3, p. 150-3, jul-set. 2010.

 

Nutricionista: Antônia dos Santos de Carvalho